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Ser muito bom no que vocĂȘ faz pode ser ruim?

  • alessandrarios6
  • 7 de jul. de 2019
  • 3 min de leitura

Atualizado: 21 de jan. de 2021

Ser muito bom no que vocĂȘ faz pode ser ruim?


Como sempre digo aos meus pacientes, pode ser que sim, ou pode ser que nĂŁo.

Mas quando pode ser que sim?

Quando vem com muita exigĂȘncia, por exemplo.


“Devo ser a melhor profissional da minha repartição. ”


Não hå nada de mal em querer ser um bom profissional ou ser o melhor, o problema reside na forma que nossa mente processa essa informação.

Nosso pensamento condicional tem sempre uma suposição que Ă© baseada em nossas crenças, essas foram adquiridas durante a nossa vida, desde a idade mais precoce, se tornaram as nossas verdades absolutas. TĂȘm sua origem em nossa educação, temperamento, e sĂŁo inconscientes. Ou seja, nĂŁo passam pela nossa consciĂȘncia mas podem atrapalhar demais os nossos objetivos.

“Alice” Ă© essa pessoa, ela quer ser a melhor profissional de sua repartição, mas possui crenças de abandono.


“Se não for a melhor, então serei despedida. ”

“Alice”, possui crenças de abandono, e busca de forma rĂ­gida e com padrĂ”es elevados, aprovação e reconhecimento, como forma de aplacar sua angĂșstia. Em sua infĂąncia teve pais exigentes e muito condicionais, assim deste modo importantes aspectos de si mesma deveriam ser negados para obter aprovação e reconhecimento. Mas, como toda criança que precisa do afeto dos pais, desenvolve entĂŁo algumas defesas rumo a satisfazer as suas necessidades bĂĄsicas de: aprovação, reconhecimento, empatia, entre outras. Portanto, Alice forma um estilo hipercontrolador, desenvolve estratĂ©gias como perfeccionismo, regras rĂ­gidas de como as coisas “deveriam” ser em muitas ĂĄreas de sua vida. (Como nos ensina Young, 2008)

Ela se empenha e realmente deseja ser a melhor, mas como toda exigĂȘncia traz um rĂłtulo: “se nĂŁo for a melhor, entĂŁo pode ser despedida/reprovada”, desse modo, todas as vezes que nĂŁo Ă© reconhecida, ou acontece algum imprevisto, ela sente uma angĂșstia enorme, uma sensação de abandono, de desamor/desvalor, que precisa ser combatida. Essa sensação amplia o que realmente lhe estĂĄ acontecendo, e Alice age de modo desproporcional, nem sempre seus colegas entendem o porquĂȘ dela ficar “estranha”.

Alice ao “perceber” a reação de seus colegas, acredita que algo ruim poderá lhe acontecer e então procura novas maneiras de controle, novas planilhas, baixa aplicativos, e se afasta de seus colegas de trabalho.

Ou seja, estratégias que reforçam suas crenças de que: é sozinha, de que as pessoas não gostam dela, e se mantem no desamor/desvalor, e abandono!!

Alice mais uma vez, utiliza seus recursos, e tenta não se importar com o que sente e pensa: “ se eu fizer um grande esforço, evitarei isso novamente, dessa vez vou me empenhar ainda mais. ”

Todavia, como não somos perfeitos e não controlamos as pessoas a nossa volta e as situaçÔes, ela volta a experimentar a mesma sensação, e acaba se convencendo de que não é merecedora, e que mais cedo ou mais tarde algo negativo poderå ocorrer.

“Alice” sofre. E como nossa personagem fictícia muitas pessoas passam por isso.

Se vocĂȘ quer ser a melhor, entĂŁo melhor mesmo Ă© trocar as suas exigĂȘncias por preferĂȘncias e nĂŁo dar ouvidos a pensamentos rĂ­gidos, e sair dessa “Tirania de deveres”.

A expectativa inclui um desejo e claro, existem frustraçÔes, mas elas sĂŁo bem mais fĂĄceis de lidar do que as angĂșstias provocadas por nossas exigĂȘncias. Aceitar e nĂŁo temer as nossas emoçÔes Ă© um bom inĂ­cio para aprendermos com elas.

Expectativas incluem a possibilidade de erros, das falhas, e a melhor parte Ă© que assim podemos ter um plano B, C...e nos aproximamos do contentamento!!!


“Prefiro ser a melhor profissional da minha repartição, mas se isso nĂŁo acontecer nĂŁo Ă© o fim do mundo, Ă© sĂł um inconveniente. Posso continuar tentando, isso nĂŁo me define. ”


Pensar assim não é melhor? Pode fazer com que nos sintamos melhores e portanto, com mais energia para construirmos açÔes eficazes, de forma mais leve e saudåvel.

Não ficamos presos a rótulos ou reforçando nossas crenças desadaptadas que ficam nos assombrando e nos levando para longe de nossos objetivos.

Se vocĂȘ se viu no exemplo da nossa personagem Alice, e se sente angustiada, procure ajuda.

Procure um Terapeuta Cognitivo. Acredito que vocĂȘ merece!


Um grande abraço, Alessandra.





 
 
 
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